Uiratuxaua (Argentavis magnificens)


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Bestiário


        

Nomes alternativos (Outros 500): uiratuxaua, ave-leão, pássaro grifo, gratuxaua (português), uiratubixab (tupi), güiratuícha (guarani), Brazilië donderenvogel (holandês), Brazilian thunderbird (inglês), chhikakuntur (quéchua), futaman (mapuche), pájaro grifo (castelhano).

Comprimento: 3,4 metros. Envergadura: 7,5 metros. Altura: 2 metros.

Massa: 80 quilos (-1)

Hábitat: pampas da América do Sul, entre 10 milhões e 5 milhões de anos antes de nossa era.

Inteligência Abstrata: -10; Inteligência Concreta: -5; Resistência +2; Proteção 0; Tamanho +2; Saúde: +2; Mobilidade: 1 (-3 em terra); Sentidos: +4 (Olfato: +8; Audição: 0; Visão: +4); Dificuldade de treinamento: +4.

Habilidades: Força +10; Combate: +2; Esquiva: 1; Vôo: +25 (máximo de 30 m/s); Corrida: +7; Caça: +2; Manobras de combate: Bicada +3 / +3½, Arranhar +3 / +3½, Mergulho: +4 / +5.


Características

 

Argentavis magnificens foi uma enorme ave voadora sul-americana semelhante ao condor, mas muito maior, cujos fósseis foram encontrados na Argentina. Seu poderoso bico e garras sugere que era mais um predador (como uma águia) do que um carniceiro (como o abutre). Provavelmente, caçava animais pequenos nos pampas, como a mara ou lebre-da-patagônia, mas também tomava grandes presas de carnívoros terrestres (como os tigres marsupiais Borhyaena e Thylacosmilus, do tamanho de suçuaranas), os quais era capaz de desalojar com sua força e porte imponente, assim como leões expulsam predadores de menor porte para roubar suas presas.

As bicadas e golpes de garra seriam usados quando pousada. Em vôo, contra presas no solo, poderia recorrer a um ataque de mergulho.

Para voar, essas aves necessitariam de uma velocidade mínima de 11,2 m/s (40 km/h); considerando que a velocidade média dos ventos nos pampas é de 20 km/h, precisariam correr contra o vento a essa mesma velocidade antes de decolar. Sua velocidade de cruzeiro seria da ordem de 20 m/s (70 km/h), com a qual patrulharia um território de cerca de 540 km². A velocidade máxima em vôo horizontal seria de cerca de 30 m/s (108 km/h) e possivelmente atingiria o dobro em mergulho.

Seu consumo de alimento seria da ordem de 5 kg a 10 kg de carne diários – mais que um tigre ou leão adulto. A asa tinha 1,20 metro de largura e suas maiores penas tinham até 1,5 metro de comprimento e 18 cm de largura - maiores que as penas da cauda de um pavão. Punha um ovo a cada dois anos, que provavelmente pesava cerca de 1 kg, teria cerca de 15 cm de comprimento e seria chocado por dois meses. O filhote permanecia no ninho por oito meses e nas proximidades por mais seis.


O Brasil dos outros 500

No Brasil dos outros 500, o uiratuxaua é uma fera rara, temida por caçadores e pecuaristas, mas protegida pelo Império Luso-Brasileiro, que fez dele o símbolo da dinastia imperial de Avis. Encontrado nos cerrados e pampas do Brasil e do Tahuantinsuyu, é conhecida pela ferocidade com que defende o ninho e toma presas de pumas, jaguares e até de dentes-de-sabre. Suas penas são muito valiosas, mas não é fácil encontrá-las: os ninhos são construídos em lugares de difícil acesso, a caça é severamente regulamentada e criar um desses gigantes em cativeiro é dispendioso e perigoso. Grandes penas em bom estado podem valer 1$000 a 5$000 cada uma, mas podem colocar o vendedor em apuros se não puder provar que as adquiriu legalmente.


Atlântida

No universo de Atlântida, os uiratuxauas são encontrados no Continente Ocidental e em Poseidônis.


Solidariedade Galáctica

No Universo da Solidariedade Galáctica, o uiratuxaua continua a existir nas mesmas regiões do Brasil dos outros 500.